The Economist defende atuação de Alexandre e classifica ataque de Trump como 'sem precedentes'
Em editorial publicado nesta quinta-feira (31/7), a revista britânica The Economist afirmou que as sanções impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes podem ser um “tiro no pé” do governo americano.
No texto, a publicação explica particularidades do sistema jurídico brasileiro, destaca a legalidade das ações do magistrado e classifica as medidas de Trump contra Alexandre de “ataque sem precedentes”.

Revista britânica classifica ataque de Trump contra Alexandre de Moraes como ‘tiro no pé’ e diz que ações brasileiros são legais
“Ter como alvo um juiz em exercício em uma democracia em funcionamento é algo sem precedentes”, diz trecho do texto.
Na quarta-feira (30/7), Trump assinou o decreto impondo tarifas de 50% sobre parte das exportações brasileiras a partir de 6 de agosto. No texto, o presidente americano citou a “perseguição, intimidação, assédio, censura e processo politicamente motivados” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, seu aliado.
Já Alexandre foi incluído na Lei Magnitsky, que pune autoridades estrangeiras por “graves violações de direitos humanos internacionalmente reconhecidos”.
A The Economist destaca que a lei usada contra o ministro brasileiro já foi usada contra autoridades russas que assassinaram dissidentes políticos e generais genocidas de Mianmar, por exemplo, mas nunca contra um magistrado que atua em uma democracia.
“Moraes não fez nada parecido. Seu ato mais notável é liderar o processo contra Jair Bolsonaro, ex-presidente de extrema direita do Brasil e aliado de Donald Trump, que em breve será julgado sob a acusação de planejar um golpe para anular uma eleição que perdeu em 2022, o que ele nega”, diz trecho do texto.
Dentro da lei
O editorial da publicação explica que as decisões de Alexandre nas ações penais contra Bolsonaro estão em conformidade com a Carta brasileira.
“A Constituição brasileira permite que o presidente do Brasil, governadores estaduais, a Ordem dos Advogados do país, sindicatos, partidos políticos e outros grupos entrem com ações judiciais diretamente no Supremo Tribunal Federal.”
“Isso confere a Moraes e seus colegas na corte enorme poder, especialmente em áreas em que o Congresso brasileiro não legislou. Como ainda não foi aprovada uma lei que regule as mídias sociais, grande parte da aplicação da lei recai sobre o tribunal”, informa a The Economist.
Por fim, a revista afirma que a perseguição de Trump contra Alexandre e sua defesa enfática de Bolsonaro podem “sair pela culatra”, pois muitos brasileiros já enxergam o ex-presidente, sua família e seus apoiadores como traidores.
Por: Consultor Jurídico
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