Itanhandu - MG, parabéns pelos 103 anos
Acerca do nome Itanhandu, que serve desde tempos remotos de denominação ao ribeirão que nasce no município e conflui com o rio Verde no mesmo limite, constam referências nos anais da Diocese de Campanha, datados do século XVIII.
Obscura é a origem do nome do ribeirão Itanhandu, único vestígio dos primórdios do núcleo inicial de longínqua era; quanto à toponímia, conhecidos tupinólogos fazem a seguinte definição: 'ita' (pedra) – 'nhandu' (ema): – pedra da ema ou pedra da avestruz, segundo tradução de Alfredo de Carvalho.
Existia então pequeno aglomerado, circundado por diversas fazendas, das quais sobressai, em virtude de suas dimensões, a fazenda da Barra, assim denominada por se achar situada próxima à confluência dos rios Passa Quatro e Verde, pertencendo a mesma à família Caetano.
Das primeiras pessoas que se fixaram no município, somente ficou o registro das famílias Caetano, Monteiro, Joaquim de Almeida Campos, Jacob Zaroni, Pedro Guedes, José Carneiro Santiago, Nicolau Serpa, Delfim Pereira Pinho, José Araújo Braga, Brasiliano Midões e José Lopes, por volta de 1870, em caráter definitivo.
Tomando o nome de Barra do Rio Verde, o então já o pequeno arraial contava com regular número de moradores, construindo Joaquim de Almeida Campos, as suas expensas, uma capela sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição, doando, bem assim, as terras para a formação de seu patrimônio.
A imagem de Nossa Senhora da Conceição, orago da igreja matriz de Itanhandu, é a efígie original que Joaquim de Almeida Campos doou à primitiva capela.
Correndo venturoso o ano de 1882, o promissor arraial da Barra do Rio Verde – mais tarde Estação de Capivari e, hoje Itanhandu – viu atendida uma das suas aspirações, assistindo festivamente à chegada das primeiras turmas de ferroviários, vindos para darem início aos trabalhos de construção das linhas da Estrada de Ferro Minas e Rio, hoje Rede Mineira de Viação.
Levada a construção a feliz término, foi o tráfego inaugurado em 1884 e a nova estação ferroviária denominada Estação do Capivari. Contando o arraial com regular número de moradores, foram estes construindo suas residências nas proximidades da Estação Férrea.
A 'Estação do Capivari' ficou servindo de escoadouro para o distrito de Santana do Capivari, ao qual pertencia o território do arraial da Barra do Rio Verde. Em 1904, os moradores do arraial demudaram a denominação para Itanhandu, motivando a escolha desse nome a proximidade do ribeirão Itanhandu.
Embora sofrendo contínuos entraves, o crescente arraial se impôs nas esferas governamentais sendo elevado a distrito, em 1911. Hospedando um povo laborioso, o novo distrito progrediu rapidamente, sendo elevado à categoria de município em 7 de setembro de 1923.
Fonte: cidades.ibge.gov.br/brasil/mg/itanhandu/histórico


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